Formação Sacerdotal em Destaque

Formação Sacerdotal em Destaque

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Você quer ser padre? Então é bom saber que Londrina está preparada pra lhe prestar boas informações sobre a sua possível vocação. Você já deve ter ouvido falar do Seminário Paulo VI e do Propedêutico, certo?  Então, num primeiro momento veja o que temos a lhe dizer sobre estas duas casas.

No “Seminário Propedêutico São José está centrada a etapa inicial da formação dos seminaristas. O padre Edivan Pedro dos Santos é o reitor deste Seminário. Para ser padre são necessários 11 anos de estudo e o Propedêutico constitui os dois primeiros

anos de preparação. É a etapa introdutória. É um tempo de maturação do jovem, de acompanhamento em diferentes dimensões: humano-afetiva,comunitária, espiritual, intelectual, e pastoral.

De acordo com o Padre Edivan Pedro dos Santos, Reitor do Seminário, atualmente, o Propedêutico de Londrina conta com 5 alunos, numa faixa etária de 18 a 22 anos. Essa é a faixa etária mais comum. Mas, o Padre Edivan nos diz que no ano passado, 2016, tinha um seminarista de 46 anos. Também tinha um que já tinha terminado o mestrado e outro, o curso superior na UEL.

Para a admissão ao Seminário é necessário que o interessado já tenha concluído o ensino médio e também é interessante que tenha participado de um estágio preparatório, com duração de um ano, que é oferecido no Seminário Paulo VI. Este estágio acontece uma vez por mês. Você pode ter mais informações no telefone 3341-1080.

Também no Propedêutico o seminarista passa por uma fase de estudos internos como por exemplo: estudos da Bíblia,Catecismo,Comunicação, Música  faz pastoral de fronteira,de hospital,pastoral carcerária, clínicas de recuperação terapêutica, fazem também pastoral na Toca de Assis.

Continuando o processo de formação, o seminarista entra na segunda etapa, a etapa filosófica que dura quatro anos e é feita no Seminário Dom Albano Cavalin em Maringá. O reitor de lá é o Padre José Primão. Lá o seminarista freqüenta em nível de Universidade e por quatro anos o curso Superior de Filosofia. Depois volta a Londrina para fazer a parte teológica.

Assim como em Maringá, também em Londrina o curso de Teologia,que acontece no Seminário Paulo VI, tem duração  de quatro anos e é feito na Universidade, na PUC – Pontificia Universidade Católica.O reitor do Seminário Paulo VI é o padre Isaac Luz Aguiar e o Padre Alcides Bastiani que já foi Pároco da nossa Igreja, a Nossa Senhora Rainha do Universo, é o diretor espiritual. Depois da Teologia tem um ano chamado Ano Pastoral que é uma espécie de “residência”, como a que ocorre com os cursos de Medicina e outros da área de saúde. O seminarista faz um estágio de um ano em ema paróquia. Ele mora na Paróquia e vai ter a experiência de como acontecem às coisas por lá. Depois deste ano de residência o seminarista é ordenado diácono e depois de seis meses torna-se padre.

Complementando as informações vejamos o que diz o documento do Vaticano chamado “O Dom da Vocação Presbiteral” sobre a formação dos futuros sacerdotes. Este documento publicado anexo ao jornal vaticano L’Obsservatore Romano, em 09 de dezembro de 2016,  explica em detalhes como deve ser realizada a formação dos atuais seminaristas. Ele veio atualizar as regras inalteradas de outro documento em vigor desde 1985. Sobre o atual documento O Cardeal Stella diz ao jornal do Vaticano: “a formação dos sacerdotes precisava mesmo ser relançada, renovada e recolocada no centro. Para isso fomos incentivados e iluminados pelo magistério do Papa Francisco, com a espiritualidade e a profecia que distinguem sua palavra”.

No capítulo dedicado à formação humana o documento destaca que o futuro padre deve ser acompanhado na totalidade das suas dimensões, sem esquecer o cuidado com “a saúde, a alimentação, a atividade motora e o descanso”. Destaca também como de fundamental importância que o seminarista alcance uma “equilibrada auto-estima”, que o leve a ter consciência das próprias qualidades, para aprender a colocá-las ao serviço do Povo de Deus”.  E mais: a formação dos padres terá que ser ampliada. Além dos estudos de filosofia e teologia, os seminaristas vão ter que comprovar maturidade humana, espiritual e pastoral.”

Dom Patrón Wong  “Secretário para os Seminários da Congregação para o Clero da Santa Sé” observa que esta nova normativa de vocação presbiteral “insiste muito no conceito clássico da gradualidade, ou seja, os valores da vocação sacerdotal são aprendidos pouco a pouco, em um processo de maturação que demora um longo período”. Neste processo de formação, “encontram-se quatro etapas, que devem ser praticadas: a etapa propedêutica ou introdutória, a etapa do discipulado ou filosófica, a etapa de configuração ou teológica e a etapa de pastoral ou de síntese vocacional”. Como foi possível observar os seminários de Londrina já seguem mais ou menos essa determinação.

Neste documento “A Igreja também vê com muita seriedade o problema das diferentes culturas e manifesta-se cuidadosa com o problema do homossexualismo”.  Pede que se evite os extremos radicalismos e populismo. Além disso, o documento incentiva a vocação de indígenas e imigrantes e diz ser importante oferecer-lhes uma formação adequada. Argumenta que as pessoas que falam as línguas indígenas são cristãs e têm o direito de ter pastores que evangelizem em sua cultura.

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Propedêutico. Gesto concreto: Doação de sangue.                                          Padre Edivan e seminaristas. Encerramento de 2016.

 

Texto: Francisca Sousa Mota e Pinheiro.

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